quinta-feira, 15 de maio de 2008
SURPRESA
Bom, foi mal aí, hein... mas ,de novo, obrigada. Fiquei bem mais tranqüila e... não fosse pela grana que vc lembrou, já poderia morrer mais resignada.
bj bj
quinta-feira, 8 de maio de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
MY SON´S TRULY FIRST BIKE
My son’s truelly first bike is big, it´s done and in the middle of my living room. My son’s truelly first bike it’s not his first bike, it’s precisely the second, but now it’s for real. That’s why I feel like now it’s his truelly first bike. And it’s scary. My son’s truelly first bike makes me terrified.
Not because of the accidents that could happen wile he rides it, not because I thing it is to big for him yet, but because it looks like for trough. It has tires number 20, in our measures here in Brazil, and it looks like with it he’s going to get easily away from me. I look at it, there, in the middle of my living room as it is, and I see that this could be the very beginning of the distances he’s going to take from me so independently.
Of course that I’m worried about him falling while riding it, and I’m worried that he gets hurt because of a fall, but mostly I’m worried about what is going to happen to him after he gets far from me. I’m worried about everything that can happen to him that would make him feel hurt, I’m worried that he may fall apart. I’m worried of not being near when it happens, not to be able to hold him tied and tell him that things are going to be better. With tires like that, in his just (truelly) first bike, imagine where can he go, how distant and for how long. Tires number 20 for my five years old boy. Why? Why does he need it? Why did I bough it? Why the hell did he had to ask it for his birthday. I couldn’t deny it. Sure, for now I’m over reacting. It’s just a bike… for now… It’s a toy, it’s something that may even make us closer than we are. It’s a very good reason for all of us going together for a walk on a sunny Sunday. My son, me, his daddy and his brother, going out for an ice cream. As simple as it is. Just great.
Very soon after that, the classic scene of everybody together for the cause of learning how to ride the bike without the assistant wheels. Thank God. Thank God for moments like that. Please let it be many of them.
And for now I’m good, I mean, I’m still worried about lots of stuff that a mom usually worries about, but for now that’s ok. For that matter let the good moments come and let’s enjoy it the most. Wile we can, wile he doesn’t finds out that a bike it’s all it takes for him to start taking his own steps in to the world so big.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
DIFICULDADES E INCAPACIDADES
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
+ UM CONTO
NA CONCENTRAÇÃO
Porra, Betão, me deixa entrar aí, rapá! Não posso, cara, tô na merda aqui, tem neguinho de olho em tudo que é canto. Que isso, meu irmão? Faz três anos que marco presença na avenida, velho. Tu me conhece de outros carnavais. Tô dizendo que não dá,porra. “X-9” pra caralho, não ouviu, não?! Ô betão, qual é, cara, aí dentro eu dou um jeito, fico lá no meião, ninguém vai me ver... Tá surdo, porra? Tô dizendo. Olha em volta e presta atenção, Mané. Tá vendo o Zeca por aí esse ano? Não, porra! O cara foi pro olho da rua, porque deixou a Regininha da Império entrar sem uma ombreira. Uma ombreira, cara e ó que a mulhé é do samba desde que nasceu. Uma ombreira? Ah, Betão não fode! È sério, maluco, tá pensando o quê? ! Carnaval não é mais sair botando o bloco na rua, não. O bicho tá pegando, simpatia. Foda-se, Betão, vou entrar cara... Tá maluco, meu irmão? Olha pra ti ô coisinha. Dou uns dez de tu!
Que isso, velho, tu vai partir pra cima de mim? Tu acha que não? Tenta a sorte pra tu vê! Pô, Betão, na boa... aqui ó cem pratas na tua mão. Cenzinho só pra ti, hein?! Porra, cara, tá me enchendo o saco. Não rola, maluco, te manda, vai. Tu não tem coragem, Betão, qual é, a gente ficou amigo. São só umas peninhas, cara, plumas, sei lá...No adereço de cabeça, caralho! Essa porra aqui não é bagunça, não. Se tu fosse desfilar noutra escola, eu até não embarreirava, mas é a Mangueira, meu irmão.É minha escola, porra. Podia tá faltando um penacho só. Por mim tu não passa. Foda-se, Betão, eu vou entrar, dá licença...Te manda Playboy, tô avisando, cara, eu te conheço. Tu não tem amor porra nenhuma pelo carnaval. Quer entrar só pra se esfregar em mulata. Parece gringo, ô zona sul! Cada ano uma escola diferente, fantasia comprada em setembro, não sabe nem onde fica o barracão. Todo ano a mesma merda, tu chega aqui cheio de marra, cheio de gíria, se sentindo nascido no morro. Vai pra porra. Já disse, é a Mangueira, caralho, minha escola do coração, não sou eu que vou dá motivo pra ela perder ponto. Que isso, Betão? Calma aí, cara! Ta engrossando comigo porque? Essa merda ta caída e tu sabe. Não é só por causa de umas peninhas que faltam na minha cabeça que ela vai perder ponto, não. Tu também tá cheio de onda, escola do meu coração e nhé nhé nhé... Que merda é essa?! Não vai me deixar entra não? É? Vou te mandar a real: essa escolinha aí vai pro segundo grupo, seu merda!
Porra, betão, tá maluco, cara, tu quebrou o meu nariz, caralho!
Que isso, cumpadi, não faz isso comigo não, Betão. Me deixa entrar, cara, pelo amor de Deus...Presta atenção, pô, o amor da minha vida tá aí dentro, velho, na moral... É carnaval, playboy, tá cheio de amor por aí, procura outro. Agora se manda, vai. Vê se acha um lugarzinho pra assistir o show... já que tu veio até aqui não vale a pena perder o espetáculo.
É, já estava por ali, não valia mesmo a pena voltar pra casa. Arrumei um canto até bom, dava pra ver bastante coisa. Só isso. Esse ano foi só isso, fiquei de fora. Só fiz ficar com uma puta dor, o nariz sangrando e vi a Mangueira entrar...
Tive que rir... sozinho. Pior vai ser bolar uma resposta eficiente pra essa piadinha, que com certeza, vou ouvir pra caralho quando essa porra acabar...
domingo, 17 de fevereiro de 2008
FUNERAL
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Antes que o tempo acabe ou que eu me esqueça
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
ESTE ANO
sábado, 26 de janeiro de 2008
ANOTAÇÕES
- Colocar a cabeça bem debaixo do chuveiro forte, de maneira que só se ouça o som da água batendo nos próprios ouvidos
- Viajar à noite
- Quando estiver viajando à noite, no banco do carona (é claro) usar óculos escuros (mais ainda em túneis)
- Ir ao cinema sozinha
- Boiar (no mar tanto melhor)
- Ver o dia nascer (o dia se pondo é para ver a dois)
Coisas assim...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
UM CONTO...
Bom, aí vai outro e, a propósito, tem dois contos um está na postagem "GENTE DE TALENTO 2007" e outro em "PARA ME REDIMIR..."
Uma mulher. A boca borrada de batom vermelho vivo, sangue nas mãos que gesticulam as palavras que profere com ódio e lágrimas a fluir pela face, emoldurada por também sangue, porém seco, que vem dos cabelos sob o manto preto cobrindo-a da cabeça aos pés. Um par de mãos. Dentro da bolsa de vinil vermelha; entraram puras, lisas, sem antecedentes e saíram armadas. Mais medrosas do que vingativas: um provável suicídio.
Dois cenários diferentes, paralelos, parecidos, intercalados por um notívago vão de cortinas fechadas.
Abrem-se as cortinas. Ao fundo um pedestal cor de noite das mais escuras e sobre este, um grande homem grande que deixa ver seu rosto em meio ao fogo que está por trás.
Ao centro: NADA. Na boca de cena ele. Começou por assistir e agora estava abandonado naquele palco. As cenas congeladas prosseguiam atuando-se sem platéia, mas ele não vê. Olha para trás atordoado e percebe o rosto no fogo acenando para que ele prossiga, como um desses conselhos mudos, olhares de pai confiante, pedinte que o filho caminhe agora por si só.
Ele vai. Não sabe como, sabe tudo: falas, tempos, marcações... Segue assim por todo o ato narrando, assistindo, atuando, deixando-se movimentar pelo impulso das grandes ondas de marés mundanas que movem as coisas.
Às vezes, tropeça no ar, nas palavras, nos próprios pés e com o tempo não apenas se levanta, se recompõe, como aprende a rir dos tombos e das falhas contando-as em piada ou criando enredos outros como bifurcações inesperadas ao principal.
Parece sonho, mas só hoje percebeu. Foi hoje sua vez de se descobrir sob essas luzes de uma ribalta particular, lotada de milhares de outros personagens entre atentos, dispersos e desconhecidos. Cada um com seus cenários paralelos, parecidos disparates, mesclando-se a outros confundindo tudo, fazendo o mundo pequeno, clareando tudo. Fogo.
Parece interpretação, engano. Parece sonho,... Mas é.
Um negro prognata, queixo grande postado para frente, camisa verde, um cigarro por acender, sorri com o olhar bêbado e me interrompe ininterruptamente enquanto tento conversar. Sinto que gargalha por dentro, mas, por fora, ri baixo, contendo-se como que sem forças e me diz apontando com os olhos: - Olha lá o cachorro, olha, olha lá... (mais risos).
Minha vez, quem sabe não é a minha chance de descobrir? Estou quase sorrindo junto, apoio-me em sua mão, viro-me, correndo os olhos a buscar o cão e o estou quase vendo quando me acorda minha própria voz, cortando meu sono com a lâmina estridente de um latido repentino e assustado.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
COMENTÁRIOS
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
PROPAGANDA
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
PARA ME REDIMIR...
No corpo do meu marido eu queria estar agora. Que fosse um território eu queria. Um país, um pedaço de terra, um canto da sala. Assim que no corpo do meu marido eu queria estar agora. Como num lugar. Estar como estar no Cazaquistão, no Rio, no pátio, numa rua, no mundo. O corpomundo do meu marido.
Não dentro do corpo, como quem in-corpora, mas no corpo do meu marido abraço. No corpo do meu marido abraços que ele já não me oferece mais quando me vê chorar, corpo terra distante, longe de casa, corpo outro planeta: corpo Plutão. Longe.
Corpo do meu marido quando me busca um pouco desajeitado porque tem pressa em saciar sede e fome de mim. Corpo de terra quente, planeta mercúrio.
Corpo do meu marido relógio na burocracia de horários apertados e conversas só as relevantes. Corpo repartição pública, até prático mas sufocante quando quebra o ar condicionado. Como se o corpo do meu marido uma área; exatas. Razão. Aí já quero um corpo mais mar. Água e sal como das lágrimas, mas sem chorar, porque seria já um corpo mais mulher. Alguma coisa como um corpo que tenha lido Manuel Bandeira e saiba um soluço sem lágrima.
Ele leu Manuel Bandeira e lê. Um corpo do meu marido estante, que me encanta, que prioriza livros. Para livros sempre há espaço e sempre vale gastar com eles dinheiro. O corpo do meu marido um lema: comprar livros não é gastar, é investir.
O corpo do meu marido pernas, braços, peito, rosto. Corpo do meu marido que é corpo do meu marido mesmo. Corpo do meu marido pele dele, que é metade da fronteira do outro de mim. A outra metade minha pele. E quando encostadas, nossas peles, não como um corpo só_ corpoclichê_ mas como uma membrana celular semipermeável. Limite e extravasamento. Corpo do meu marido essas linhas, corpo do meu marido só ele mesmo para me dar uso a um termo da biologia do 2º grau. Corpo do meu marido enfim, onde eu queria estar agora.
Exatamente assim, mas não só, exatamente assim e um pouco mais. Não mais que isso e já muito. Corpo vasto do meu marido, corpo latifúndio, milhas e milhas, continente. Corpo terra do meu marido, corpo do meu marido espaço. Como num lugar. Assim que no corpo do meu marido eu queria estar agora.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
MUDANÇA DE PLANOS
UUUUFFA!! DESCULPAS. MESMO. 1 MINUTO PARA RESPIRAR.
Tudo bem, exagerei. Mas não se engane, você sabe que seu marido não vai te surpreender com declarações e sequestros relâmpago para um final de tarde romântico a dois... e aí está a crueldade dos finais felizes: embora você saiba da realidade eles insistem em iludir nossos pobres corações e nós caímos feito belas patinhas.
Enfim, já estava eu pronta para dizer umas poucas e boas quando, ao buscar os meninos na escola tive uma conversa com uma das professoras. Ela estava muito nervosa porque vai se casar em poucos, pouquíssimos, dias. Veio me perguntar: É normal isso, né, ficar uma pilha como eu estou agora?
Claro(!), eu respondi.Mas foi meio sem saber se é verdade mesmo. Meu casamento não teve grandes preparativos, foi no civíl tendo por perto só os mais próximos das famílias. Mesmo assim fiquei um pouco nervosa e suei bastante... imagino como deve estar sendo para ela que vai ter vestido, igreja e até um "dia de noiva" para relaxar... muita coisa para se preocupar.
Durante a conversa ela acrescentou ainda que falando com o noivo sobre tamanho nervosismo, o comentário dele era simplesmente: Fica tranqüila, o máximo que pode acontecer é você não me encontrar lá no altar!
Aí, não tô dizendo?! Veja vc se algum príncipe que se preze cogitaria uma piadinha dessas? Pensei na hora: (palavrão) te prepara, viu!... mas... durante o silêncio do palavrão que eu não disse e depois de eu ter contado uma ou outra confusão sobre casamentos, percebi os olhinhos dela me perguntando se mesmo assim valia a pena. Achei graça sozinha por ter "respondido" na mesma hora: "Ah, mas é muito bom!" O mais engraçado foi que não estava mentindo ao dizê-lo e cheguei mesmo a suspirar durante o comentário. Eu, que antes tão zangada com as coisas do coração, com tantos impropérios para dizer, ali naquele breve comentário suspiroso até, que não precisou de nenhum motivo ou explicação que o acompanhasse,voltei a ser pelos finais felizes, voltei a acreditar um pouco num final feliz para mim também.
Tá certo, como disse uma vez um casal de amigos meus, casamento é que nem piscina gelada: fria para caralh... mas todo mundo que está lá dentro fica te chamando para entrar... Mas é bom. Depois que vc entra percebe que pode até ser uma fria, mas só se você não souber esquentar e, estando com quem vc realmente quer estar, não importa quase nada a temperatura...
AI MEU DEUS QUE PIEGAS!!!! OLHA AÍ COMO EU FUI ACHAR DE TERMINAR!!!! SOCOOORRROO!!!! !!!! !! !! !!!!
sábado, 12 de janeiro de 2008
AMOR
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
GENTE DE TALENTO 2007
Título: Rosamundo
RosamundoAcordou no horário costumeiro. Seu organismo funcionava com pontualidade britânica. O jornal do dia já estava a seu lado e ao pé da cama a bandeja de café da manhã, tudo como sempre. Estranhou entretanto que a esposa não estivesse por perto. Chamou-a : Bem?! Nada. Mulher?! Silêncio. Não há de ser nada, pensou, talvez tenha ido à rua comprar o que falta. Começou a leitura. Ao fim da última página a derradeira tentativa de chamar por ela, Rosa?! Resolveu pelo nome para ver se assim respondia... sem resposta partiu para o café. Era alemão, gostava de café húngaro e pão francês com duas fatias de queijo suíço e procciurto di Parma (uma fatia apenas porque não tinha idade para travessuras). Rosa deixava tudo pronto, todo dia, sempre no mesmo horário para o marido alemão de horários britânicos. Já se acostumara ao ritmo pontual das coisas. Agora parecia já ela própria uma alemã um pouco britânica. Antes não, antes, quando se conheceram Rosa era bem brasileira. De família humilde, nascida e criada na Pavuna e freqüentadora do Maracanã com o pai em dias de jogos do Botafogo. Foi lá que se conheceram, ela e o marido. Ele marinheiro aportara no Rio no mesmo dia para partir dois dias depois. Os amigos o levaram para o espetáculo futebolístico carioca. Na arquibancada perto de onde estavam Rosa, a irmã e o pai, não conseguiu tirar os olhos daquela moça que improvisava passos de samba para comemorar um passe bonito, uma defesa ou um gol. Nunca mais embarcou.Rosa, à época brasileira, da Pavuna, foi aprendendo do mundo do marido conforme aprendia a fazer seu café húngaro, comprar seu pão francês, seu queijo e seu procciurto. Para satisfazer seus gostos culinários e culturais foi tendo daqui e de lá aos pouquinhos alguns novos horizontes. A cerveja belga que ele bebia para assistir jogos do Botafogo e de seu time na terra natal, eles tinham TV a cabo para acompanhar o campeonato europeu, a comida alemã , os filmes italianos e os romances russos... os horários ingleses...Nesse dia seu relógio parecia estar com defeito. O marido chamou-a de novo: Bem?! Mulher?! Nem mais Rosa ela era. Só na derradeira tentativa: Rosa?! Nada. Levantou-se por fim, pela primeira vez em todos os anos de casado teria que levar sozinho sua bandeja à cozinha. Ao passar pela sala viu sobre a mesa um bilhete:Adeus. Cansei de ser seu mundo sem fronteiras, não posso seguir sendo seu instrumento para ficar diariamente revisitando um mundo que eu própria não descobri ainda. Parto para tentar conhecê-lo com meus olhos e levar por ele um pouco de mim brasileira. Se cuide.Não há de ser nada, pensou. Ela volta em alguns dias, quem sabe ainda hoje... Mas Rosa nunca mais voltou, Rosa de fato Globalizou-se.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
tem certeza de que...?
"Faz uma chave, mesmo pequena
Entra na casa.
Consente na doçura,tem dó
Da matéria, dos sonhos e das aves.
Invoca o fogo, a claridade, a música
dos flancos.
Não digas pedra, diz janela
Não sejas como a sombra.
Diz homem, diz criança, diz estrela
Repete as sílabas
onde a luz é feliz e se demora
Volta a dizer homem, mulher, criança
onde a beleza é mais nova."
De Eugénio de Andrade, um português inspirador.
O que virá neste 29 de janeiro?