quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

MUDANÇA DE PLANOS

Hoje,16 de janeiro de 2008, foi meu primeiro dia de férias. Como eu planejara com certa antecedência, deixei as crianças na escola e passei a maior parte do dia arrumando armários. Pretendia passar o dia todo fazendo isso, mas depois de almoçar parei para ver um filme. Depois do final, mais algumas coisas para fazer, o dia já ia quase acabando e eu já pronta para, chegado o fim desse dia, finalmente, sentar-me diante do computador e redigir aqui umas boas linhas negativas e mal humoradas sobre romances e finais felizes... O filme que ocupou minha tarde datava de 1982, ano de uma década de exageros em rompantes amorosos cinematográficos, de muitas cores, de muitas ombreiras, penteados volumosos, xadrez com rosa choque e muitas música cujas letras contam histórias muito românticas. Sem falar é claro em muitos, muitos finais felizes ao som das tais músicas... Vê só como eu fiquei um pouco amarga? Eca!
Começaram a subir as letrinhas e eu me lembrei que sempre fui louca por finais felizes e não entendia como era possível que eles não fossem apreciados por absolutamente todas as pessoas na face da terra... ... ... Aí, aconteceu que me dei conta de que as coisa realmente mudam muito: hoje não só compreendo perfeitamente o time dos não simpatizantes por finais felizes e até mesmo contrários a eles, como por vezes ainda assino embaixo. Ultimamente tem sido por muitas vezes, infelizmente, que me vejo criticando vorazmente os açucarados finais romanticamente musicados.
Entendi que o que eles fazem, esses finais, sendo tão perfeitinhos, é de uma crueldade atroz na maioria dos casos (atenção, eu repito, na maioria dos casos...). Lá estamos nós diante da telinha ou da telona, tanto faz, e de lá saímos deslumbrados, querendo do mundo "mansões, iates, mulheres e cem milhões de dólares", ou um príncipe encantado (mesmo que sem cavalo branco), desses mais modernos personagens que aparecem no seu trabalho no meio do dia sem motivo nenhum, cheios de carinhos e te raptam esfregando na cara de todo mundo como você é amada...Oh! É, de lá saímos deslumbradas e de lá voltamos bruscamente à mais pura realidade.. Qual seja: ACORDA, MULHER... principalmente se você já é casada, a verdade é que a monarquia já era e principado só em mônaco. Aliás, se você encontrar um cavalheiro por aí... (prepare-se para a amrgura total agora), é melhor matá-lo de uma vez, porque a concorrência vai ser com meio mundo - de ambos os sexos - e vai ser muito difícil de aguentar... Assim vc garante que ele não vai ser de mais ninguém e acaba logo com esse mito!!
UUUUFFA!! DESCULPAS. MESMO. 1 MINUTO PARA RESPIRAR.


Tudo bem, exagerei. Mas não se engane, você sabe que seu marido não vai te surpreender com declarações e sequestros relâmpago para um final de tarde romântico a dois... e aí está a crueldade dos finais felizes: embora você saiba da realidade eles insistem em iludir nossos pobres corações e nós caímos feito belas patinhas.
Enfim, já estava eu pronta para dizer umas poucas e boas quando, ao buscar os meninos na escola tive uma conversa com uma das professoras. Ela estava muito nervosa porque vai se casar em poucos, pouquíssimos, dias. Veio me perguntar: É normal isso, né, ficar uma pilha como eu estou agora?
Claro(!), eu respondi.Mas foi meio sem saber se é verdade mesmo. Meu casamento não teve grandes preparativos, foi no civíl tendo por perto só os mais próximos das famílias. Mesmo assim fiquei um pouco nervosa e suei bastante... imagino como deve estar sendo para ela que vai ter vestido, igreja e até um "dia de noiva" para relaxar... muita coisa para se preocupar.
Durante a conversa ela acrescentou ainda que falando com o noivo sobre tamanho nervosismo, o comentário dele era simplesmente: Fica tranqüila, o máximo que pode acontecer é você não me encontrar lá no altar!
Aí, não tô dizendo?! Veja vc se algum príncipe que se preze cogitaria uma piadinha dessas? Pensei na hora: (palavrão) te prepara, viu!... mas... durante o silêncio do palavrão que eu não disse e depois de eu ter contado uma ou outra confusão sobre casamentos, percebi os olhinhos dela me perguntando se mesmo assim valia a pena. Achei graça sozinha por ter "respondido" na mesma hora: "Ah, mas é muito bom!" O mais engraçado foi que não estava mentindo ao dizê-lo e cheguei mesmo a suspirar durante o comentário. Eu, que antes tão zangada com as coisas do coração, com tantos impropérios para dizer, ali naquele breve comentário suspiroso até, que não precisou de nenhum motivo ou explicação que o acompanhasse,voltei a ser pelos finais felizes, voltei a acreditar um pouco num final feliz para mim também.
Tá certo, como disse uma vez um casal de amigos meus, casamento é que nem piscina gelada: fria para caralh... mas todo mundo que está lá dentro fica te chamando para entrar... Mas é bom. Depois que vc entra percebe que pode até ser uma fria, mas só se você não souber esquentar e, estando com quem vc realmente quer estar, não importa quase nada a temperatura...
AI MEU DEUS QUE PIEGAS!!!! OLHA AÍ COMO EU FUI ACHAR DE TERMINAR!!!! SOCOOORRROO!!!! !!!! !! !! !!!!

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