Comecei um diário de bordo. Assim chamo porque nele redijo anotações e direções das minhas coisas mais minhas. Na contracapa, para que nenhum desavisado desavisadamente desse uma de esperto, fui logo deixando avisado:
"Marcella Aôr _ ANOTAÇÕES MUITO MUITO PESSOAIS _ Atenção: Caso tenha encontrado este caderno,POR FAVOR NÃO LEIA(!). Principalmente se me conhece. Caso não resista, por favor FINJA QUE NÃO LEU(!!). Para devolver..."
Não é nada demais, na verdade. Anoto umas gracinhas ditas pelo Bê na idade em que ele está, de descoberta das coisas, relembro a receita de mojitos e caipirinhas e escrevo mais uma meia dúzia de besteiras e idéias, sustos, agonias, nervosismos, surpresas, sorrisos, choros,alegrias e felicidades.
Por exemplo, encontrei lá, com data de 04 para 05/01/2008:
Para forjar momentos de solidão, aos quais me furto quando bate ansiedade:
- Colocar a cabeça bem debaixo do chuveiro forte, de maneira que só se ouça o som da água batendo nos próprios ouvidos
- Viajar à noite
- Quando estiver viajando à noite, no banco do carona (é claro) usar óculos escuros (mais ainda em túneis)
- Ir ao cinema sozinha
- Boiar (no mar tanto melhor)
- Ver o dia nascer (o dia se pondo é para ver a dois)
Coisas assim...
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