segunda-feira, 30 de março de 2009

OPS, I DID IT AGAIN!

E então, já é segunda – feira. Mais uma vez lá se foi o domingo e mais uma vez teve um pouco a ver com filmes... Admito, entretanto, que poderia ter postado depois da sessão, mas ficou muito tarde e eu estava muito cansada e um pouco aflita pela segunda-feira atarantada que seria. E foi.
Desta vez me lembro dos filmes que me fizeram dispersar, porém confesso abestalhada, que deixarei alguns decepcionados ao dizê-los! Tudo bem, lá vai ... vou dizê-los rápido e depois explico:
OS BAD BOYS e na seqüência, como se não bastasse, OS BAD BOYS II.
PAUSA. LONGA PAUSA... ... ... CARETAS, SURPRESAS, DECEPÇÕES, O QUE VIER .
Agora já chega e me explico: Sim, eu gosto de filmes nesse estilo “ação descabida com exageros cinematográficos e explosões absurdas’. Adoro 007, aprendi de pequena a saborear as intrigas de Bond, James Bond. Assisto até hoje e não me canso de assistir de novo e mais uma vez Máquina mortífera, adoro aquele filme com o Mel Gibson e a Goldie Hawn que não lembro o nome agora, assisti vorazmente Missão impossível I e II e aguardei com ansiedade que o terceiro desse as caras no telecine . Sou louca também por Indiana Jones. Pronto contei! Contribuição indubitável de meu pai para minha cultura da telona ou do videocassete, que era só o que existia na época em que ele alugava filmes para ver comigo e com meu irmão ou nos levava ao cinema. Assim foi que, apesar de meu marido não acreditar, eu assisti no cinema com meu pai e meu irmão OS BAD BOYS.
Achei divertidíssimo rever esse título de 1995 no domingo que passou. As roupas, as falas, o exagero, a irritação que senti agora diante de um filme que pareceu-me barulhento como certamente não deve ter sido lá em 95 no cinema. Achei tudo mais descabido que o normal, muitos exageros, alguma vasta cafonice, mas ainda me diverti bastante. Comentei sobre as explosões todas e todo o blá blá blá alto demais e quando percebi estava diante do título que dava continuidade ao enredo, OS BAD BOYS II. Ávida por comparações entre os dois, filmados com oito anos de intervalo, e procurando sutilezas que marcassem toda essa distância temporal , pus-me congelada diante da TV a ver sem piscar Martin Lawrence e Will Smith em presepadas sem fim no melhor estilo True lies (que a propósito consagrou todas as produções do tipo, justamente ao ironiza-las e que eu amo).
Pronto, aí está porque não ontem eu pude estar aqui. Perdoem-me os leitores que possam estar achando ser péssimo meu gosto, mas essa foi a mais pura verdade desse domingo que passou.
Caso ajude a melhorar meu conceito, deixo dito e bem claro, que não é só desses filmes que gosto. Um pouco antes de OS BAD BOYS, na tarde do mesmo domingo por exemplo, eu revi LADO A LADO (Susan Sarandom e Julia Roberts). E embora esse filme faça parte de um outro grupo de produções também suspeitas, nesse caso pelo exagerado apelo dramático como constituinte principal do enredo, há que ser reconhecida a versatilidade das minhas escolhas no último 29 de março.
Não se espantem os que estiverem a tentar me desvendar ou descobrir aqui como me vou contando nesse espaço. Tendo dito da contribuição paternal dos filmes que gosto, seria injusto não mencionar a maternal, que tende justamente para obras como LADO A LADO.
No caminho entre uma coisa e outra, durante uma coisa e outra, apesar de uma coisa e outra e a partir de uma coisa e outra aos poucos fui buscando coisas minhas, filmes meus.
Nas próximas quem sabe trago outras confissões cinematográficas, para ver se rendem debates ou pavor. Por enquanto melhor ficar por aqui antes que pareça uma desocupada que passa os domingos diante do hipnotizador...

domingo, 22 de março de 2009

ONBUDSMAN

Ops! Fiquei devendo uma. Não foi intencional e nem teve nenhum motivo absurdo ou desculpa boa. Pura distração... Só me dei conta na segunda de que se passara o domingo.
Sou bastante concentrada, não diria que muito, mas bastante, porém algumas coisas me distraem além do normal. Filmes por exemplo. Formulando melhor, acho que não é exatamente distrair-me, pelo contrário é concentrar-me em coisas alheias à minha “rotina funcional” de mãe, esposa, funcionária, blogueira.
Diante de um filme, alheia à muitas coisas fico eu. Sendo bom, desligo-me porque não resisto ao enredo, aos personagens, à fotografia, às atuações, ao roteiro, etc. Sendo ruim, não resisto a ficar diante dele com quase a mesma vidração reclamando do enredo, dos personagens, da fotografia, das atuações, do roteiro, etc. Só não é exatamente com a mesma vidração, porque se no mesmo horário estiver passando um filme bom, eu abandono o porcaria. Fora isso eu pego pesado.
Domingo passado eu estava assistindo um filme no horário que deveria estar postando. Nesse caso acho até que foi distraidamente mesmo. Não me lembro nem que filme era (desculpas). Lembro que não gostei muito ou nada, mas só formulei alguma crítica na segunda, quando me dei conta de que passara o domingo e eu precisava de algum tema que justificasse minha falta por aqui. Depois passou e até esqueci.
Normalmente não é assim que acontece. Quando um filme não me agrada, guardo rancor, falo dele com raiva (quase babando) e exagero nas observações. Sou capaz de desmotivar o espectador mais voraz. Assim também é com música, livros... chata de cansar! Meu marido já sugeriu, na verdade declarou enfaticamente, que a profissão ideal para mim é a de ONBUDSMAN.
Confesso que até gostei da idéia. Receber críticas, elogios e sugestões, avaliá-los, avaliar pessoalmente o objeto de tais comentários recebidos e formular mais direta e efetivamente novas críticas. Para fins construtivos, meios um pouco cruéis.
Quem sabe qualquer dia exemplifico aqui minha gana em encontrar defeitos. Só para ilustrar, tenho amigas que se recusam a assistir TV comigo.

É claro que com isso vem a velha história de “quem não sabe fazer, critica (ou ensina)”, o que eu concordo em certa medida, mas com uma larga folga de bom senso e sem generalizações.
A crítica se origina de muitas maneiras. Dentre as mais famosas estão o conhecimento excessivo sobre determinado assunto apesar da incapacidade de realizá-lo, o conhecimento sobre determinado assunto justamente pela vasta experiência em tê-lo executado ou vivido, ou mesmo por arrogância e prepotência.
Eu, como não sou detentora de nenhum conhecimento profundo que não intuitivo sobre a maioria das coisas das quais reclamo, entre as três alternativas acima, teria que me enquadrar em arrogância e prepotência.
Reconheço entretanto, em minha própria defesa, que a intuição não é algo que deva ser desconsiderado ou desmerecido apesar de não ser sempre suficiente para acertar ou embasar um comentário crítico. E que as opções acima mencionadas ( totalmente inventadas intuitivamente por mim), não são as únicas centelhas para as boas e más críticas.
Enfim, enquanto não trago aqui a pessoa insuportável que sou diante do que não me agrada, declaro para os que me estiverem a ler procurando (e encontrando) buracos e falhas a serem preenchidos por críticas igualmente cruéis às minhas, que aguardo por ouvi-las ou lê-las com imensa ansiedade. Dependendo do dia e da crítica, vou reconhecer, me penitenciar e policiar ou assumir que sou isso mesmo e ferre-se, ou vou desgostosa declarar que é inveja pura! Pelo menos estou aqui, vez por outra, dando minhas linhas a tapas.

domingo, 8 de março de 2009

9 DE MARÇO DE 2009

Escrever é de tudo um pouco. Assim como todas as coisas o são. Dizem alguns que é dom, outros que é um exercício e mais uns tantos que é um hábito caso se queira criá-lo e habituar-se a ele.
Para alguns é doloroso, Rachel de Queiroz declarou certa vez em entrevista que não gostava de fazê-lo, que sempre deixava seus textos que tinham prazo para cima da hora e os redigia a duras penas. Para alguns é e só. Vai saindo sem muito esforço, um pouco sem feder nem cheirar... Não sei se de fato ou se só da boca para fora. Nunca ouvi falar de nenhum dos grandes que desse jeito, a toa, tenham surgido suas linhas, mas quem sabe?!
Para uns escrever é inextricável à suas existências. Rainer Maria Rilke ao aconselhar o jovem poeta confuso de seu fazer poético, recomenda-lhe buscar consigo respostas sobre seu escrever e formula a primeira pergunta a ser feita: “morreria se lhe fosse vedado escrever?”. Adiante, depois do roteiro breve que sugere que o poeta tome adentro de si , alerta: “talvez se dê o caso de, após essa descida em si mesmo e em seu âmago solitário, ter o senhor de renunciar a se tornar poeta.” E acrescenta entre parêntesis “Basta, como já disse, sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo.” Severo, mas dito com um cuidado quase paternal, à maneira Rilke, de quem humildemente aceita a tarefa proposta pelo rapaz. Fosse um desavisado de seu eleito conselheiro e mais temeroso que grato dos conselhos que pediu, teria talvez desistido da empreitada de dar-se a ler criticamente por Rainer Maria Rilke. Talvez não. Gosto muitíssimo desse livro e já faz anos que o li e que não o releio, mas guardo em algum lugar de mim um outro trecho que às pressas não consegui encontrar para citá-lo, o que pode significar que eu o tenha inventado, não sei... Enfim, era alguma coisa que me lembro lá pelas cartas finais, em que Rainer diz a seu leitor em tom de encerramento e com uma leveza infinita que, se ele ao acordar tinha por primeiro pensamento escrever, então era já um escritor.
Parecendo muito simples, mas a verdade é que raramente, ainda que tão íntimo, é simples quando se trata de escrever.
Em muitos casos é vital. Jorge de Sena em seu poema “Os trabalhos e os dias” relata escrever como quem respira, sentado à uma mesa como se diante do mundo todo estivesse. É grandioso, intenso e inevitável. Ter diante de si o mundo, é ter todas as coisas e nenhuma delas. No caso de Sena todas as pátrias e nenhuma por não ter a sua própria que não o quis por bem querer, mas isso fica para uma outra vez... Talvez.
São muitas coisas, assuntos demais e nenhum. A folha em branco por onde passou a formiga de Mário Quintana e só. Tudo que nela cabe e tudo que escapa a quem diante dela se vê.
João Ubaldo Ribeiro, diz meu Pai, como um atleta de palavras dedica-se à vinte páginas diárias, pelo menos, tenha o que dizer ou não. Exercita-se diante da primeira página em branco e tira de si vinte delas preenchidas como um maratonista apaixonado. Será? Não acho que meu pai tenha inventado um João Ubaldo absurdo, mas não sei até aonde é verdade. Também não acho que seja de todo uma mentira. Uma lorota bem intencionada pode ser... Essa história ele volta e meia repete antes de me aconselhar que escreva mais e mais e sempre, e que, quando me faltar o assunto eu escreva sobre não ter o que escrever.
Viu no que deu? Hoje, eu diante da página em branco e do compromisso dominical de minha postagem, falando disso que é escrever, que admiro e me arrisco e temo e deixo acontecer e batalho e não sei no que dá para os outros, mas que normalmente gosto para mim (pretensiosa), e vou preenchendo umas linhas e enchendo a página.
Nove de março (amanhã) é aniversário do meu pai e depois disso tudo ou disso nada, vou deixar aqui um beijo e agradecer o conselho que ele talvez tenha pensado que eu nem dava ouvidos. Um beijo e obrigada!

domingo, 1 de março de 2009

Meus filhos, meus tesouros. Dr. Delamare que me desculpe, mas copiei!

Danem-se minhas linhas anteriores, vou atacar pelo lado pessoal de novo! Estou até sentindo um pouco, porque prometera tentar não fazê-lo há tão pouco tempo e já não consegui por duas vezes (contando com esta). Desculpem. Só não sinto mais que só um pouco, porque trata-se de um bom motivo o que motiva essa recaída: Meu bebê 01 fez aniversário!
No último sábado, 28 de fevereiro, ele completou 6 (seis!) anos! MEU DEUS! Meu Deus, obrigada!
Seis anos se passaram de um tempo que me vai vaga a memória. Tanto ele me preencheu e ocupou, é claro, nesses últimos seis anos, que nem me lembro com exatidão do que era ser sem ele. Lembro que era diferente, lembro as vezes com alguma saudadezinha, não vou mentir, mas nunca com arrependimento.
Quando chegou meu pequeno, aprendi lições de uma grandeza infinita. Desaprendi umas tantas e temi mais um bocado de outras. Por mais que eu diga, por mais que se diga, que digam todos e todas, pais e mães, nunca ficará suficientemente dito o que é sê-lo,o que é tê-los, os filhos, essas coisas a que nos cedemos.
Sem querer puxar sardinha para o feminino dessa experiência, mas, nós mães que o sabemos tanto mais. Ainda assim sabemos aprendendo.
Essa coisinha que germina dentro da barriga, cresce, cresce, um belo dia sai e é inteiro. Sozinho. Precisa que dá gosto da gente, só para termos a ilusão de que é nosso, mas vai aprendendo, cresce, cresce, agora do lado de fora e aí a gente percebe que o mundo nos tomou foi de empréstimo, como se fossemos o ninho e a chocadeira. Com o tempo a casca em que tentamos mantê-los se rompe e depressa eles ganham o mundo pergunta a pergunta, tentativa a tentativa, surpresa a surpresa e em algumas decepções. Sozinhos, inteiros.
Seis anos se passaram e obviamente meu filhote 01 ainda não vai sair mundo afora, como muito menos o fez ano passado, apesar da minha preocupação registrada aqui a respeito da bicicleta que ele ganhara. Assim como ele poucas vezes se arriscou no presente de aro 20 de lá pra cá, eu agora apenas antecipo agoniada ao que ele há de fazer e que eu espero que assim seja, que ele conquiste o mundo, que venha a crescer saudável, desejoso de sair do ninhoeu e do ninhocasadamamãe, e que seja capaz de construir sua vida e que seja linda... Parece mais confuso do que realmente é, mas é complicado de sentir apesar de simples e natural.
É algo como pensá-los nossos, até os descobrirmos do mundo, aí os querermos de volta, mas sabendo-os de si próprios torcermos que conquistem sua melhor autonomia e os queremos ter formado habilmente para a liberdade (com responsabilidade preferimos). UFA!
Enfim, mais uma vez dei uma viajada aproveitando-me do aniversário do Bê! Foi mal, meu amor. FELIZ ANIVERSÁRIO.
Mamãe ama você tudo isso aí e mais infinito e assim mesmo, igualzinho, ama seu irmão.
Preparem-se, porque, se não antes, no aniversário do 02 eu provavelmente retomo esse tom apaixonado, meio bobo, muito viajandão e com certeza coruja.