Apesar de parecer e mesmo ser alguém aparentemente razoável, eu sou uma pessoa meio sem medida. Vizinha de ser responsável, precavida (as vezes – muitas – em excesso), preocupada, neurótica com organização e horários e rotina e cositas mais ... Sou além da conta em muitas coisas.
Ops, terminando de escrever isso me pareceu que pode se dar a ler de maneira pretensiosa esse “além da conta em muitas coisas”. Não foi assim que quis dizer. O que tento colocar é que passo da conta em muitas coisas, não tenho muito a conta das coisas, sou meio sem medida, sem noção, sabe?
Quando digo que assim sou de maneira vizinha à todas as outras maneiras do meu jeito, quero dizer vizinha mesmo. Porta com porta... uma de mim que toca a campainha das outras que me habitam (muitas vezes às duas da madrugada, porque sem medidas é) diversas vezes para dar pitaco sobre as outras , conversar ou só pedir um pouco de açúcar quando o dela acabou. Melhor dizer um pouco de café, porque açúcar não costuma faltar. Essa sem medida de mim é demais de tudo menos do café, que muitas vezes de fato precisa para acordar. Falo mais do que devia, falo o que não devia, choro mais do que é preciso (isso estou aprendendo a controlar... um pouco... ), durmo mais do que posso ou menos demais e aí é bem menos mesmo, menos do que preciso. Preciso mais do que deveria (acho que preciso), reclamo de tudo todo o dia, me desculpo quando não devia, culpo quem não merecia (algumas vezes), agradeço mais do que podia (menos a Deus, que a ele nunca é demais)... Ufa! Ah, e, é claro, amo demais! As pessoas que amo, amo sem medida, mas isso é natural. Filhos, marido, meus irmãos, minha família (no cômputo geral)... o normal por aí, que todo mundo exagera de amar mesmo, mas o negócio, nessa exagerada de mim, é amar demais tudo que podia só gostar muito. Uma música, duas, três, dez mil, todas que eu gosto eu amo demais e ouço e aprendo e canto e canto e canto até o Rogério odiá-la pq já não agüenta mais me ouvir amando tanto as tais músicas (ou por ciúme ou porque minha voz e minha afinação são totalmente sem noção também!). Um vinho – riesling – amo, chocolate amo, biscoito de chocolate amo, de maçã com canela amo, de maisena da Piraquê (pqp) amo, sorvete amo, sorvete de creme com bolo de chocolate amo, não sei quantas comidas amo, quantos livros alguns que nem folheei amo, quantos autores amo, quantas linhas amo, parágrafos, entonações amo amo amo, discursos amo.... Ahhhhhh! Isso está ficando uma verdadeira apologia ao Macdonald´s (amo muito tudo isso), mas assim é que sou nesses exageros em mim.
Contudo, nem só de amor e açúcar e ternura eu sou demais... ninguém, né?! Quando não gosto, não gosto nada mesmo e digo que odeio! Há textos que odeio, atores e atrizes e atuações e filmes e roupas e dias e tarefas e algumas horas de alguns dias e latidos altos de cachorros pequenos e barulhos estridentes e agudos e gente demais num lugar só e ser paternalizada e ser deixada pra lá e ser deixada de lado e Gggggggrrrrrrrrr, arrrrrrghhhhh, sei lá, o-dei-o!
Costuma ser assim. Costumo. Costumava talvez. Com o tempo a gente vai se apaziguando das coisas e um pouco até se apagando delas. Acho que vai demorar para eu me apagar de tudo que amo e odeio e preciso e quero e choro e gargalho e parece-me que o processo de apaziguar-me vai um tanto mais lento que o normal, mas vai indo ou vem vindo até que chegue for para chegar.
Não sei não. É da gente escolher se envelhecemos. Eu prefiro crescer, aprender, acalmar de uns trecos e ganhar a medida de uns outros tantos, mas não perder a capacidade dos exageros e assim não chegar nunca ficar velha sem também morrer cedo!
Ops, terminando de escrever isso me pareceu que pode se dar a ler de maneira pretensiosa esse “além da conta em muitas coisas”. Não foi assim que quis dizer. O que tento colocar é que passo da conta em muitas coisas, não tenho muito a conta das coisas, sou meio sem medida, sem noção, sabe?
Quando digo que assim sou de maneira vizinha à todas as outras maneiras do meu jeito, quero dizer vizinha mesmo. Porta com porta... uma de mim que toca a campainha das outras que me habitam (muitas vezes às duas da madrugada, porque sem medidas é) diversas vezes para dar pitaco sobre as outras , conversar ou só pedir um pouco de açúcar quando o dela acabou. Melhor dizer um pouco de café, porque açúcar não costuma faltar. Essa sem medida de mim é demais de tudo menos do café, que muitas vezes de fato precisa para acordar. Falo mais do que devia, falo o que não devia, choro mais do que é preciso (isso estou aprendendo a controlar... um pouco... ), durmo mais do que posso ou menos demais e aí é bem menos mesmo, menos do que preciso. Preciso mais do que deveria (acho que preciso), reclamo de tudo todo o dia, me desculpo quando não devia, culpo quem não merecia (algumas vezes), agradeço mais do que podia (menos a Deus, que a ele nunca é demais)... Ufa! Ah, e, é claro, amo demais! As pessoas que amo, amo sem medida, mas isso é natural. Filhos, marido, meus irmãos, minha família (no cômputo geral)... o normal por aí, que todo mundo exagera de amar mesmo, mas o negócio, nessa exagerada de mim, é amar demais tudo que podia só gostar muito. Uma música, duas, três, dez mil, todas que eu gosto eu amo demais e ouço e aprendo e canto e canto e canto até o Rogério odiá-la pq já não agüenta mais me ouvir amando tanto as tais músicas (ou por ciúme ou porque minha voz e minha afinação são totalmente sem noção também!). Um vinho – riesling – amo, chocolate amo, biscoito de chocolate amo, de maçã com canela amo, de maisena da Piraquê (pqp) amo, sorvete amo, sorvete de creme com bolo de chocolate amo, não sei quantas comidas amo, quantos livros alguns que nem folheei amo, quantos autores amo, quantas linhas amo, parágrafos, entonações amo amo amo, discursos amo.... Ahhhhhh! Isso está ficando uma verdadeira apologia ao Macdonald´s (amo muito tudo isso), mas assim é que sou nesses exageros em mim.
Contudo, nem só de amor e açúcar e ternura eu sou demais... ninguém, né?! Quando não gosto, não gosto nada mesmo e digo que odeio! Há textos que odeio, atores e atrizes e atuações e filmes e roupas e dias e tarefas e algumas horas de alguns dias e latidos altos de cachorros pequenos e barulhos estridentes e agudos e gente demais num lugar só e ser paternalizada e ser deixada pra lá e ser deixada de lado e Gggggggrrrrrrrrr, arrrrrrghhhhh, sei lá, o-dei-o!
Costuma ser assim. Costumo. Costumava talvez. Com o tempo a gente vai se apaziguando das coisas e um pouco até se apagando delas. Acho que vai demorar para eu me apagar de tudo que amo e odeio e preciso e quero e choro e gargalho e parece-me que o processo de apaziguar-me vai um tanto mais lento que o normal, mas vai indo ou vem vindo até que chegue for para chegar.
Não sei não. É da gente escolher se envelhecemos. Eu prefiro crescer, aprender, acalmar de uns trecos e ganhar a medida de uns outros tantos, mas não perder a capacidade dos exageros e assim não chegar nunca ficar velha sem também morrer cedo!
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