Meio ano e duas epidemias depois aqui estamos. Já é Agosto (de novo com letra maiúscúla porque é mês de aniversário de um dos meus), meio ano se foi voando e logo logo a outra metade se fará, ao que parece.
Confesso que torço para que assim seja. Explico: desde que começou há três anos a loucura da dengue, que passo o verão torcendo para que passe logo o verão.
Este ano, passado o verão veio a nova onda epidêmica da modernidade - a gripe ex-suína atual e avassaladora gripeA. Veio e permanece hospedada por aqui. Infelizmente o título desta postagem é falho em sugerir que já tenhamos passado por ela para cá estarmos.
Enfim, fica, em meio a toda a confusão, meu desejo de que toda a confusão se torne passado em breve, ou seja, estou torcendo para que passe logo o inverno!
E agora, o que mais? Quando mais?
Sempre amanhã e depois e o tempo que virá e outro depois dele e de verdade verdadeira... nunca... ou para sempre ou sempre para depois. E agora?
Agora como está, escola fechada, férias antecipadas e na hora de voltar adiadas, as crianças em casa, vitamina c, casacos, álcool gel e todo o arsenal paranóico-preventivo que couber dentro da sanidade mental que vai se tornando um conceito cada vez mais elástico dadas as circunstâncias.
Na medida do possível dorme mais um domingo de nariz entupido e de sabe-se lá quantas mães à beira da cama esforçando-se para ouvir com precisão o tom da tosse de seus filhos, levando-lhes a mão à testa umas quantas vezes e, já cansadas, torcendo por fim junto comigo para que passe logo o inverno.
Queira Deus que acorde uma segunda feira novinha em folha respirando a plenos pulmões a nova vida, mesma de todo dia de novo, agora para melhorar sempre e mais.
Mais um dia, menos um e para ambos os casos, o copo meio vazio ou meio cheio, alegria e alívio e lá vamos nós!Vamos?
Um comentário:
Belo texto, comovente e um pouco melancólico.
Repito, não pare de escrever. Por mim, leria todos os dias, se todos os dias surgissem novos textos.
Beijos,
Pai
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