Há poucas coisas que faço atualmente que se relacionam com a faculdade que cursei: Letras.
Como a modéstia me excede dentre as atitudes que pratico, não considero que este blog seja uma delas. Para falar a verdade seria muitíssimo pretencioso se o considerasse relacionado diretamente às Letras que cursei. Para os que estiverem pensando em dizer "ah, que isso, o blog tem tudo a ver com alguém que fez faculdade de Letras e blá blá blá", admito antes que o digam que sim, INDIRETAMENTE tem a ver com o curso mencionado, afinal trata-se de escrever, de produzir linhas para serem lidas e só por isso.
Como a modéstia me excede dentre as atitudes que pratico, não considero que este blog seja uma delas. Para falar a verdade seria muitíssimo pretencioso se o considerasse relacionado diretamente às Letras que cursei. Para os que estiverem pensando em dizer "ah, que isso, o blog tem tudo a ver com alguém que fez faculdade de Letras e blá blá blá", admito antes que o digam que sim, INDIRETAMENTE tem a ver com o curso mencionado, afinal trata-se de escrever, de produzir linhas para serem lidas e só por isso.
O que quero dizer é que, desconsiderando o blog, que tenho estabelecido como atividade semanal, restam-me apenas uma(zinha) ou duas (pequenas) atividades ou programações relacionadas ao tema e sem nenhuma regularidade.
Dentre essas esparsas e esporádicas retomadas literárias, encontra-se assistir vez por outra o programa ESPAÇO ABERTO LITERATURA, apresentado por Ediney Silvestre.
Antes de prosseguir, parei por um instante tomando folego. Pensei em talvez, antes de despejar, perguntar se algum dos meus dois ou três leitores conhece o programa, se já o assistiu. Ou talvez eu deva dar uma fuxicada na internet primeiro para saber o que há por lá sobre o programa . Pode ser que o que penso a respeito dele, ou o que tenho sentido vontade de dizer sobre ele já tenha sido dito...mas melhor (ou muito pior) não. Pode ser que eu desanime de dizer também, e aí vou ficar sem assunto neste domingo, devendo mais uma postagem...
Sem mais enrolação, lá vou eu. Tudo começou com um excelente programa em que o citado jornalista entrevistava autores e autoras, algumas vezes criava debates com editores, e durante a entrevista lia algumas linhas dos entrevistados.
Quase tudo seguiu do mesmo jeito, o programa continua ótimo, a escolha dos entrevistados é, na maioria das vezes (dentre as que consigo assistir), impecável, mas... ... ... Mas as leituras de Ediney Silvestre, desculpem, PUTA QUE PARIU! (Foi mal, pai, mas não tinha outro jeito).
Não sei o que ouve no meio do caminho, mas desconfio que tenham sido os elogios. Da maneira como tudo começou, era previsível que o formato fosse ganhar alto conceito e que o apresentador fosse ganhar terreno como literato.
Dentre essas esparsas e esporádicas retomadas literárias, encontra-se assistir vez por outra o programa ESPAÇO ABERTO LITERATURA, apresentado por Ediney Silvestre.
Antes de prosseguir, parei por um instante tomando folego. Pensei em talvez, antes de despejar, perguntar se algum dos meus dois ou três leitores conhece o programa, se já o assistiu. Ou talvez eu deva dar uma fuxicada na internet primeiro para saber o que há por lá sobre o programa . Pode ser que o que penso a respeito dele, ou o que tenho sentido vontade de dizer sobre ele já tenha sido dito...mas melhor (ou muito pior) não. Pode ser que eu desanime de dizer também, e aí vou ficar sem assunto neste domingo, devendo mais uma postagem...
Sem mais enrolação, lá vou eu. Tudo começou com um excelente programa em que o citado jornalista entrevistava autores e autoras, algumas vezes criava debates com editores, e durante a entrevista lia algumas linhas dos entrevistados.
Quase tudo seguiu do mesmo jeito, o programa continua ótimo, a escolha dos entrevistados é, na maioria das vezes (dentre as que consigo assistir), impecável, mas... ... ... Mas as leituras de Ediney Silvestre, desculpem, PUTA QUE PARIU! (Foi mal, pai, mas não tinha outro jeito).
Não sei o que ouve no meio do caminho, mas desconfio que tenham sido os elogios. Da maneira como tudo começou, era previsível que o formato fosse ganhar alto conceito e que o apresentador fosse ganhar terreno como literato.
A entonação no princípio, tinha força, verdade, dava carga emotiva às palavras lidas, tinha envolvimento com o texto. Depois, não consigo entender muito bem como, todas as leituras ficaram iguais, sem cor, sem força, todas exatamente com o mesmíssimo ritmo. Parece que uma única fórmula foi escolhida para ser aplicada a inúmeras variáveis.
Tudo ficou com um jeitão de voz de café em livraria, sabe como? Aqueles papos entre pretensos intelectuais, falando meio baixo, meio querendo que os outros ouçam suas brilhantes formulações, num ritmo pausado e com respirações mais demoradas sobrepostas às falas , como quem busca no âmago o grande final para cada frase. AAAAAAAAAAAIIIIIII,como eu sou chata!
Desculpa, aí, Silvestre, perdoe se peguei pesado demais.
Tudo ficou com um jeitão de voz de café em livraria, sabe como? Aqueles papos entre pretensos intelectuais, falando meio baixo, meio querendo que os outros ouçam suas brilhantes formulações, num ritmo pausado e com respirações mais demoradas sobrepostas às falas , como quem busca no âmago o grande final para cada frase. AAAAAAAAAAAIIIIIII,como eu sou chata!
Desculpa, aí, Silvestre, perdoe se peguei pesado demais.
Acho uma pena. Com esse tom definitivo que ele adotou, o programa ficou mais travado, ficou formal, pomposo demais. Em vez de ampliar o acesso à literaturas de qualidade, reforçou o status literário elitista.
Por vezes Ediney soa mesmo pedante com seu olhar (clichesérrimo) blasé apontado para o entrevistado, com suas mãos entrelaçadas sobre a mesa e acenando com a cabeça como quem compreende em profundidade a complexidade e as minúcias daquela criação artística. Oh!
As vezes nem é nada disso, mas quem, diante de um cenário destes, de um interlocutor direto tão tchan, vai assumir que "não, na verdade escrever esse livro foi muito tranquilo" ou "minha inspiração veio de uma bobagem bastante cotidiana", ou "olha, se eu te disser que nem sei como foi que isso aconteceu..."? O cara pode até dizer "escrever este romance foi um processo relativamente fácil", ou "Na verdade a idéia central veio de uma imagem bastante frívola" ou ainda "Eu comecei a obra com alguma insegurança mas ela acabou surgindo espontaneamente e foi acontecendo, em certa medida alheia a minha vontade"... E aí danou-se. Quem já não gosta do assunto, quando não vê verdade, muda de canal. Eu mesma confesso que algumas vezes mudei.
Alguns dirão depois de tudo isso "quem não gosta tem mais é que mudar de canal, mesmo" e é verdade, mas é verdade também que o programa tinha tudo para fomentar a literatura com alguma informalidade ainda que com muita classe e, na minha opinião, isso seria bem mais amplo e melhor do que apenas criar mais um espaço para um determinado restrito grupo de pessoas... Mas, ah, que bobagem, esta é só minha humilde opinião, se valesse a pena dar a ela ouvidos, eu estaria sendo lida por mais que três ou quatro (até que está aumentando).
Por vezes Ediney soa mesmo pedante com seu olhar (clichesérrimo) blasé apontado para o entrevistado, com suas mãos entrelaçadas sobre a mesa e acenando com a cabeça como quem compreende em profundidade a complexidade e as minúcias daquela criação artística. Oh!
As vezes nem é nada disso, mas quem, diante de um cenário destes, de um interlocutor direto tão tchan, vai assumir que "não, na verdade escrever esse livro foi muito tranquilo" ou "minha inspiração veio de uma bobagem bastante cotidiana", ou "olha, se eu te disser que nem sei como foi que isso aconteceu..."? O cara pode até dizer "escrever este romance foi um processo relativamente fácil", ou "Na verdade a idéia central veio de uma imagem bastante frívola" ou ainda "Eu comecei a obra com alguma insegurança mas ela acabou surgindo espontaneamente e foi acontecendo, em certa medida alheia a minha vontade"... E aí danou-se. Quem já não gosta do assunto, quando não vê verdade, muda de canal. Eu mesma confesso que algumas vezes mudei.
Alguns dirão depois de tudo isso "quem não gosta tem mais é que mudar de canal, mesmo" e é verdade, mas é verdade também que o programa tinha tudo para fomentar a literatura com alguma informalidade ainda que com muita classe e, na minha opinião, isso seria bem mais amplo e melhor do que apenas criar mais um espaço para um determinado restrito grupo de pessoas... Mas, ah, que bobagem, esta é só minha humilde opinião, se valesse a pena dar a ela ouvidos, eu estaria sendo lida por mais que três ou quatro (até que está aumentando).
Um comentário:
Coitado do Edney. Se pudesse, mandava sua crônica para ele. É uma crítica bem centrada e sensata. Nunca assisti a nenhum integralmemte, apenas alguns trechos. Me parecia um bom programa.
Beijos,
Pai
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